Posts by bec18

Alerta à Síndrome de Irlen

Recentemente tem sido divulgado, pela imprensa, internet e mídia televisiva leiga a possibilidade de diagnóstico e tratamento da Síndrome de Irlen. Essa síndrome foi descrita pela psicóloga americana, Helen Irlen, em 1987 e enquadra indivíduos com dificuldade de adaptação ao contraste, e distorção da percepção na leitura, leitura lenta e ineficiente, perdas de palavras em linhas de leitura. A Organização Mundial de Saúde não reconhece a Síndrome de Irlen como doença, mesmo sendo divulgada desde 1987. Apesar de toda a divulgação pela mídia, onde depoimentos de pacientes foram usados para difundir o tratamento, a literatura médica internacional conclui em vários artigos científicos de revisão que o tratamento preconizado não apresenta evidência científica de eficácia. Cientes de que oftalmologistas e pediatras estão sendo contatados por familiares de crianças com dificuldade de aprendizado quanto ao milagroso e caro tratamento, só realizado em uma clínica de Belo Horizonte, o Departamento de Oftalmologia da SPSP, vem por meio desta esclarecer a comunidade pediátrica. A posição do Departamento de Oftalmologia da SPSP é semelhante ao das Sociedades Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) e Conselho Federal de Medicina de que não existem evidências científicas de que o uso de filtros coloridos traga benefício para crianças e adolescentes com dificuldade de aprendizado. Já em 2014 documento conjunto da Academia Americana de Pediatria, Academia Americana de Oftalmologia e a Associação Americana de Oftalmologia Pediátrica chegam a estas mesmas conclusões. O Departamento de Oftalmologia da SPSP e a SBOP recomendam na suspeita de Distúrbio de Aprendizado o seguinte: 1. As crianças que apresentam sinais de dificuldades de aprendizagem devem ser referidas no início do processo, para avaliações diagnósticas médicas, educacionais, psicológicas e/ou neuropsicológicas. 2. Crianças com dificuldades de aprendizagem devem receber apoio adequado e intervenções educacionais combinadas com tratamentos psicológicos e médicos, conforme necessário. 3. Crianças com deficiência de aprendizado suspeita ou diagnosticada, devem ser encaminhados para um oftalmologista com experiência no cuidado de crianças e o exame oftalmológico completo deve ser realizado para afastar causas refracionais, ortopticas ou anatômicas que estejam influenciando na diminuição da capacidade visual, e, em consequência, dificultado a leitura para longe e perto e o processo de aprendizado. Dra Rosa Maria Graziano – Presidente do Departamento de Oftalmologia Dra Márcia Keiko Tabuse- Vice Presidente do Departamento de Oftalmologia Dr Marcelo Costa – Secretário do Departamento de Oftalmologia   Link da matéria completa:  http://www.spsp.org.br/2017/08/09/informe-aos-pediatras-sobre-sindrome-de-irlen/
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Danos dos monitores aos olhos

Ar-condicionado, luminosidade excessiva e computadores formam, para oftalmologistas, um ambiente hostil —ou, para o resto do mundo, um escritório padrão. Ficar horas a fio em frente a uma tela luminosa, particularmente, pode afetar a visão das pessoas, mas com pequenas alterações é possível minimizar os danos. Segundo Pedro Antonio Nogueira Filho, oftalmologista do Hospital de Olhos Paulista, a intensidade da luz das telas desencadeia um efeito no sistema nervoso central que aciona o que se chama de atenção ativa. “Essa atenção inibe mecanismos autônomos, que não precisamos pensar para que aconteçam. Um deles é o piscar”, diz. Em condições normais, uma pessoa pode piscar até 20 vezes num minuto. Na frente do computador, porém, pode ficar minutos sem fazê-lo, não hidratando, assim, os globos oculares. “Isso compromete a transparência da córnea, o que leva a gente a enxergar menos.” Outros sintomas são sensação de areia no olho, ressecamento, vermelhidão e lacrimejamento, diz Newton Kara Junior, oftalmologista do Hospital Sírio-Libanês. É possível, também, ficar com a sensação de olhos cansados. “As pálpebras começam a pesar ao longo do dia. Literalmente, uma manifestação de sono antes do período que deveria acontecer”, diz Nogueira Filho. Geralmente, o desconforto é passageiro, e os danos à saúde ocular, reparáveis. Se não houver cuidado, porém, a pessoa com problema de lubrificação dos olhos pode apresentar quadros inflamatórios ou ter distúrbios de visão, como borramento. Para minimizar os danos, é preciso mudar a iluminação do ambiente. “Quanto mais luz, menos a claridade da tela vai incomodar”, explica Kara Junior. Sempre que possível, a luz natural, vinda das janelas, deve ser favorecida. “Ela cansa menos os olhos”, afirma Marcelo Cavalcante Costa, oftalmologista do Hospital Samaritano Higienópolis. E quando lâmpadas artificiais forem necessárias, a melhor opção é espalhar pelo escritório focos de luz. “Com o advento do LED tudo é muito claro, muito excessivo”, diz Nogueira Filho. Ajustar as configurações do monitor é o próximo passo: a luz deve ser a mais branda possível para que o profissional realize suas atividades de forma que o stress por excesso de iluminação seja evitado. “É como você pedir para alguém ficar de olhos abertos diante de uma lanterna. Vai incomodar. É um estímulo que gera transtornos”, explica Nogueira Filho. E a mais simples das dicas: lembrar de piscar. Se não der, o ideal é fazer pausas de hora em hora e aproveitar para ver ao longe —olhar muito tempo para um ponto próximo pode levar a um problema de foco na visão. Hidratar os olhos ao longo do dia também ajuda. “A primeira coisa é usar um lubrificante ocular, eles podem ser adquiridos sem receita. A cada hora você pode pingar uma gota nos olhos”, diz Marcelo Cunha, da Clínica de Olhos Dr. Moacir Cunha.   COMO MINIMIZAR EFEITOS DAS TELAS NA SAÚDE -A extremidade superior da tela do computador deve ficar ou na linha dos olhos ou abaixo dela. Se estiver mais alta, temos que olhar para cima, expondo mais a superfície do olho e aumentando o ressecamento. -Ajuste a luminosidade da tela para a mais branda possível. A luz deve ser apenas forte o suficiente para que você consiga fazer seu trabalho naquele ambiente. -A cada 45 ou 50 minutos, levante-se, procure uma área ampla e olhe ao longe. Isso ajuda a equilibrar sua capacidade de foco dos olhos. -Tente lembrar-se de piscar com mais frequência quando estiver de frente ao computador. -Pingue um colírio lubrificante indicado por um oftalmologista: cada pessoa pode precisar de um tipo diferente. -A distância ideal da tela do computador para os olhos é de 60 centímetros. -Caso sinta algum desconforto, procure um oftalmologista.   Matéria da Folha de São Paulo em que o Dr. Marcelo Cavalcante Costa, da Baby Eye Care, participou. Veja a matéria completa no link: http://www1.folha.uol.com.br/sobretudo/carreiras/2017/10/1928908-atitudes-simples-podem-minimizar-danos-da-luz-das-telas-na-saude.shtml
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Ligação do zika vírus e cegueira em bebês

Dois médicos de São Paulo investigam a suspeita de ligação entre o zika vírus e lesão na retina, que pode levar a perda de visão e até mesmo a cegueira. Marcelo Cavalcante Costa e Sandra Francischini, especialistas em oftalmologia em prematuros e recém-nascidos da Santa Casa e do Hospital das Clínicas, respectivamente, contam que acompanham três casos de bebês com microcefalia que nasceram também com essa lesão nos olhos. As mães são de São Paulo, mas estiveram durante a gestação no Nordeste, região que vive epidemia de nascimento de bebês com má-formação cerebral. Segundo Costa, bebês com microcefalia normalmente têm lesão na retina. Porém, no caso das três mulheres, foram verificadas lesões diferentes do que é normalmente encontrado em caso de criança com má-formação. — É uma atrofia na retina e uma cicatriz. É bem diferente do que vimos antes. Nunca tivemos nenhum caso parecido. Nas situações de microcefalia por toxoplasmose ou citomegalovirus a lesão já é conhecida, mas essa com suspeita de zika é diferente. O especialista afirma que ainda é preciso conhecer mais casos para se afirmar algo tão sério, mas, ele faz questão de ressaltar que essa lesão é diferente das demais. — Ainda não existe nenhum material acadêmico sobre isso, estamos levantando os dados. Como é uma alteração única, acreditamos que está ligada ao zika. Provavelmente serão crianças de baixa visão ou até mesmo cegueira. Costa ainda diz que entrou com pedido em uma revista científica de renome para registrar a suspeita. — Foi o primeiro exame com foto documentado de criança com suspeita de zika. Vamos aguardar para saber se há mais casos e se a suspeita se confirma.   Matéria da Folha de São Paulo em que o Dr. Marcelo Cavalcante Costa, da Baby Eye Care, participou. Veja a matéria completa no link: https://noticias.r7.com/saude/especialistas-investigam-suposta-ligacao-de-zika-virus-e-cegueira-em-bebes-15122015
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