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Retinopatia da prematuridade: você sabe o que é?

1 - Doença afeta bebês prematuros e abaixo do peso no nascimento

Retinopatia-da-prematuridade-você-sabe-o-que-éJá citamos a Retinopatia aqui no blog, mas você sabe que doença é essa? Pois é sobre ela que falaremos no post de hoje.Para a mamães e papais que têm nos acompanhado, temos falado sobre doenças que afetam as crianças.Além disso, temos destacado a importância dos cuidados com os olhos desde a infância como abordamos no artigo Porque cuidar dos olhos desde a infância.No artigo de hoje vamos conhecer um pouco mais sobre essa enfermidade que afeta, principalmente, bebês prematuros e aqueles que nascem abaixo do peso ideal.A Retinopatia da prematuridade é uma das principais causadoras de cegueira infantil.Porém, felizmente em 90% dos casos não são graves e não chegam a prejudicar a visão.Continuamos com nossos textos informativos para que você papai e você mamãe não esqueçam que quanto mais cedo seus filhos tiverem acompanhamento com um oftalmologista pediátrico, melhor.Mas, sem mais delongas, vamos aprender um pouco mais sobre a Retinopatia da prematuridade?Então, segue com a gente na leitura do artigo de hoje.

2 - O que é Retinopatia da prematuridade?

Retinopatia-da-prematuridade-você-sabe-o-que-éPara início de conversa gostaria que você soubesse que, infelizmente, essa é uma doença pouco conhecida pelos pais.Por isso, entendemos a importância de falar sobre ela de forma que as informações sejam difundidas com todos.Dessa maneira, com informação, as pessoas saberão o que fazer em casos como esse.A Retinopatia da prematuridade é uma doença ocular que acomete crianças que nascem antes de 36 semanas.Ademais, bebês que nascem pesando menos do que 1600 gramas.É uma enfermidade que faz com que ocorra um crescimento desorganizado dos vasos sanguíneos que nutrem a parte de trás do olho, mais precisamente, a retina.Esses vasos começam seu processo de desenvolvimento a partir do terceiro mês de gestação.Portanto, nos casos de nascimento prematuro esses vasos param de crescer ou crescem de maneira anormal.Assim sendo, pode danificar a retina causando a Retinopatia da prematuridade.Em outras palavras, os vasos sanguíneos se rompem gerando um sangramento. Nos casos mais graves há deslocamento da retina.Em casos como este, infelizmente, o bebê corre risco de ter perda de visão. E esses casos mais graves acontecem:
  • Bebês que nascem antes da 32ª semana gestacional;
  • Bebês que nascem com 1500 gramas ou menos;
  • Bebês que necessitam de tratamento com oxigênio.
Quando um bebê apresenta esse quadro de Retinopatia da prematuridade, ele passa a ser acompanhado por um oftalmologista infantil.Além da criança ser submetida ao teste do olhinho Ampliado, o prematuro terá o acompanhamento do oftalmologista mesmo após ter alta da unidade neonatal.O aumento no número de casos de Retinopatia da prematuridade é consequência do avanço tecnológico.Isso mesmo, porque a medicina avançada tem contribuído para que bebês cada vez menores consigam sobreviver.

3 - Estágios da Retinopatia da prematuridade

Retinopatia-da-prematuridade-você-sabe-o-que-éO grau de comprometimento dos olhos dos bebês com a doença é medido por um instrumento especial utilizado pelo oftalmologista infantil.O exame observa o fundo do olho da criança e determina qual dentre os cinco graus foi classificado:
  • Estágio 1 - quando há um crescimento anormal leve dos vasos sanguíneos da retina;
  • Estágio 2 - quando há um crescimento anormal moderado dos vasos sanguíneos da retina
  • Estágio 3 - quando há um crescimento anormal severo dos vasos sanguíneos da retina;
  • Estágio 4 - quando há um crescimento anormal severo dos vasos sanguíneos e deslocamento parcial da retina;
  • Estágio 5 - quando ocorre deslocamento total da retina;
Em sua fase inicial a Retinopatia regride de forma espontânea.Dentro de 4 a 6 semanas após o nascimento do bebê deverá ser realizado o primeiro exame.Já o acompanhamento com o oftalmologista pediátrico deve acontecer até os vasos se formarem por completo ou quando a doença regredir totalmente.ontudo, mesmo com a regressão, é necessário que os bebês tenham acompanhamento anual, pois há chances de que ocorram outras doenças oculares como estrabismo ou diferença de grau entre os olhos.

4 - Tratamento para Retinopatia prematura

Nos casos considerados com risco de causar cegueira, as opções de tratamento indicadas pelos oftalmologistas são:A cirurgia à laser, considerada a forma de tratamento mais utilizada em casos diagnosticados precocemente.Com essa cirurgia raios laser que param o crescimento anormal dos vasos sanguíneos que fazem com que a retina saia do seu lugar.Já nos casos avançados da doença é indicada a colocação de uma faixa cirúrgica no olho.Nesses casos a retina encontra-se afetada, o que a leva a deslocar do fundo do olho. Com o uso da pequena faixa cirúrgica em volta do globo ocular, a retina permanece no lugar certo.Mais em situações ainda mais avançados, então, a vitrectomia é indicada.Em outras palavras, é uma cirurgia que retira o gel com cicatrizes localizado no interior do olho e é substituído por uma substância transparente.

Retinopatia-da-prematuridade-você-sabe-o-que-éRetinopatia-da-prematuridade-você-sabe-o-que-é5 - Como prevenir essa doença ocular

 Agora queremos dar um importante recado, principalmente para as mamãe.A melhor maneira de prevenir para que seu bebê não sofra com a Retinopatia prematura é tendo um ótimo pré-natal.É fundamental que você mamãe e você papai não esqueçam do quanto é fundamental ter o acompanhamento correto durante todo o período gestacional.Quanto mais dúvidas vocês tirarem com seu médico, melhor. Para evitar sequelas da doença é fundamental prevenir.Para isso, peça ao seu médico o exame que diagnostica a doença.
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Estrabismo: conheça a anomalia que pode afetar a visão do seu bebê

Estrabismo: conheça a anomalia que pode afetar a visão do seu bebê

1 – Pais - ATENÇÃO -  Após seis meses de vida não é normal o bebê apresentar desvio ocular, pode ser Estrabismo.

Estrabismo é um problema ocular que faz com que os olhos foquem em direções diferentes.[caption id="attachment_537" align="aligncenter" width="300"]exto Estrabismo Estrabismo[/caption]Popularmente conhecido como “vesgueira”,  o estrabismo  é frequentemente percebida em bebês até quatro meses de vida.Porém, em recém-nascido é considerado normal uma vez que ele ainda está aprendendo a enxergar.Entretanto, mamãe e papai, se durante esse primeiro mês isso seja uma constante, é necessário observar mais de perto.Até os seis meses, seu bebê vai apresentar essa anomalia, porém não de forma frequente.Contudo se esse desvio for frequente, papai e mamãe, é hora de procurar um médico.Semelhantemente se seu bebezinho já passou dos seis meses, mas continua apresentando esse problema.Dessa maneira convido você a continuar com a leitura do artigo, pois vou te orientar sobre:
  • Estrabismo: definição, causas e sintomas

  • Estrabismo: tratamentos

  • Estrabismo: quais anomalias oculares estão associadas?

Quanto mais você conhecer do universo infantil, mas fácil será perceber qualquer diferença em seu filho. Vamos lá?

 2 – Estrabismo: definição, causas e sintomas

Como falei no início desse texto, o estrabismo é uma anomalia oftalmológica que afeta, principalmente as crianças.No artigo Exame de fundo de olho, para que serve? Dr. Marcelo explicou a importância do acompanhamento oftalmológico para as crianças.Então, quanto mais precoce a descoberta de alguma alteração visual na criança, mas qualidade de vida ela terá.Da mesma forma, quanto mais cedo você perceber esse frequente desvio no olhar do seu bebê, mais cedo poderemos tratar.Vale salientar para você que o estrabismo não se cura sozinho.Uma vez percebido esse problema, não se desespere, mas procure um oftalmologista.Mas, pai e mãe, você sabe o que leva uma criança a apresentar esse problema?Em linguagem médica, Estrabismo é quando uma pessoa perde ou não tem a capacidade de olhar de maneira paralela.Essa perda faz com que essa pessoa apresente desvio no olhar.Apesar de ser mais comum em bebês, crianças maiores, e adultos também podem adquirir ou apresentar a anomalia.Um dos fatores que causam o estrabismo é quando os músculos que controlam os movimentos dos olhos sofrem alguma alteração.Pode ser causado também devido a doenças como da retina, do nervo ótico ou do cristalino.Sofrimento fetal e nascimento prematuro entram na lista de problemas que causam essa anomalia.O principal sintoma do estrabismo é desvio ocular, ou seja, os olhos não conseguem ficar paralelos.Entretanto, as crianças apresentam inclinação ou acabam virando a cabecinha de forma anormal. Como resultado elas podem sofrer com torcicolo.

3 – Estrabismo: tratamento

 Existem diversos tipos de estrabismos como a Esotropia, a Exotropia e Desvios Verticais.A Esotropia também conhecida como desvio convergente é quando os olhos com desvio se fixam para dentro.Em outras palavras, os olhos ficam focados na direção do próprio nariz.Já a Exotropia é quando os desvio ocular levam os olhos a focarem “para fora”, cada olho foca em uma direção.Os Desvios Verticais é quando um olho fica mais alto ou mais baixo do que o outro.Aí você pode me perguntar: “Mas, doutor, como tratar e curar essa anomalia?”Segundo o Centro Brasileiro de Estrabismo 99% das crianças diagnosticadas precocemente têm sucesso na correção do problema durante o tratamento.Para a eficácia do tratamento é necessário avaliar a causa da anomalia em cada paciente.Isso, porque como falei acima mamãe e papai, diversos fatores podem ocasionar o Estrabismo.Portanto, vamos analisar os casos individualmente observando o seguinte:
  1. Se o estrabismo for causado devido a outras anomalias oftalmológicas (irei abordar mais à frente neste artigo), o tratamento será o uso de óculos;

  2. Dependendo do tipo de anomalia ocular, o tratamento consistirá em tampar um olho com uma proteção para que o outro olho que apresenta a disfunção em nível maior possa ser “forçado” a se desenvolver;

  3. Se a causa for devido à alteração muscular dos olhos, o tratamento será cirúrgico.

Outro tratamento que vem sendo utilizado diz respeito à toxina botulínica que evita que impulsos nervosos cheguem ao músculo ocular.Com o propósito de paralisar o músculo extrínseco ocular, fazendo com que, consequentemente, os olhos se alinhem.

4 - Estrabismo: quais anomalias oculares estão associadas?

 O estrabismo também pode ser resultado de outros problemas oculares, como já adiantei neste artigo.Por exemplo, hipermetropia e ambliopia. Anomalias que afetam a visão e podem contribuir para que seu bebê desenvolva o estrabismo.Isso acontece em virtude de o globo ocular ser menor do que o normal.Se o estrabismo estiver associado à hipermetropia, seu filho vai precisar usar óculos, o que, provavelmente, conseguirá resolver o problema.Contudo, se o problema persistir mesmo com o uso de óculos, será avaliada a necessidade de uma cirurgia.Mas, se o estrabismo do seu bebê estiver ligado ao fato dele ter, também, ambliopia, ele vai precisar ficar com um dos olhos tampado por um tempo.A fim de que o cérebro se conecte com o olho que apresenta ser mais fraco, melhorando a visão.Não ache exagerado ou desnecessário levar seu filho ou sua filha para uma consulta oftalmológica.É fundamental que a criança tenha esse acompanhado o mais cedo para evitar problemas futuros.Isso fará de você uma mãe e um pai bem informados e que priorizam a saúde do seu filho desde sempre.Gostou das dicas e das informações que foram dadas ao longo desse conteúdo?Quer ficar por dentro de outros artigos?Como esse, eles vão lhe auxiliar nos primeiros meses e anos da vida do seu filho!Aproveite e se inscreva para receber a nossa Newsletter!Curta, compartilhe e comente esse artigo.Nós, da Baby Eye Care Brasil, apoiamos o movimento a favor da saúde ocular dos bebês e acreditamos que o diagnóstico precoce é o único caminho para uma saúde oftalmológica completa.Gostaria de ter a chance de tratar o seu filho a tempo ou ao menos oferecer-lhe maior conforto?Contate-nos para mais informações: (11) 3171-3123 ou contato@babyeyecarebrasil.com.br.[caption id="attachment_705" align="aligncenter" width="563"]Dr. Rodolpho Navaro Filho Dr. Rodolpho Navaro Filho[/caption]Dr. Rodolpho Navaro Filho é formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo em 1995, onde também fez sua residência (Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo). Especializado em Estrabismo pela Seção de Estrabismo do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo em 2001. 
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