Estrabismo: conheça a anomalia que pode afetar a visão do seu bebê

1 – Pais – ATENÇÃO –  Após seis meses de vida não é normal o bebê apresentar desvio ocular, pode ser Estrabismo.

Estrabismo é um problema ocular que faz com que os olhos foquem em direções diferentes.

exto Estrabismo

Estrabismo

Popularmente conhecido como “vesgueira”,  o estrabismo  é frequentemente percebida em bebês até quatro meses de vida.

Porém, em recém-nascido é considerado normal uma vez que ele ainda está aprendendo a enxergar.

Entretanto, mamãe e papai, se durante esse primeiro mês isso seja uma constante, é necessário observar mais de perto.

Até os seis meses, seu bebê vai apresentar essa anomalia, porém não de forma frequente.

Contudo se esse desvio for frequente, papai e mamãe, é hora de procurar um médico.

Semelhantemente se seu bebezinho já passou dos seis meses, mas continua apresentando esse problema.

Dessa maneira convido você a continuar com a leitura do artigo, pois vou te orientar sobre:

  • Estrabismo: definição, causas e sintomas

  • Estrabismo: tratamentos

  • Estrabismo: quais anomalias oculares estão associadas?

Quanto mais você conhecer do universo infantil, mas fácil será perceber qualquer diferença em seu filho. Vamos lá?

 2 – Estrabismo: definição, causas e sintomas

Como falei no início desse texto, o estrabismo é uma anomalia oftalmológica que afeta, principalmente as crianças.

No artigo Exame de fundo de olho, para que serve? Dr. Marcelo explicou a importância do acompanhamento oftalmológico para as crianças.

Então, quanto mais precoce a descoberta de alguma alteração visual na criança, mas qualidade de vida ela terá.

Da mesma forma, quanto mais cedo você perceber esse frequente desvio no olhar do seu bebê, mais cedo poderemos tratar.

Vale salientar para você que o estrabismo não se cura sozinho.

Uma vez percebido esse problema, não se desespere, mas procure um oftalmologista.

Mas, pai e mãe, você sabe o que leva uma criança a apresentar esse problema?Em linguagem médica, Estrabismo é quando uma pessoa perde ou não tem a capacidade de olhar de maneira paralela.

Essa perda faz com que essa pessoa apresente desvio no olhar.

Apesar de ser mais comum em bebês, crianças maiores, e adultos também podem adquirir ou apresentar a anomalia.

Um dos fatores que causam o estrabismo é quando os músculos que controlam os movimentos dos olhos sofrem alguma alteração.

Pode ser causado também devido a doenças como da retina, do nervo ótico ou do cristalino.

Sofrimento fetal e nascimento prematuro entram na lista de problemas que causam essa anomalia.

O principal sintoma do estrabismo é desvio ocular, ou seja, os olhos não conseguem ficar paralelos.

Entretanto, as crianças apresentam inclinação ou acabam virando a cabecinha de forma anormal. Como resultado elas podem sofrer com torcicolo.

3 – Estrabismo: tratamento

 Existem diversos tipos de estrabismos como a Esotropia, a Exotropia e Desvios Verticais.

A Esotropia também conhecida como desvio convergente é quando os olhos com desvio se fixam para dentro.

Em outras palavras, os olhos ficam focados na direção do próprio nariz.

Já a Exotropia é quando os desvio ocular levam os olhos a focarem “para fora”, cada olho foca em uma direção.

Os Desvios Verticais é quando um olho fica mais alto ou mais baixo do que o outro.

Aí você pode me perguntar: “Mas, doutor, como tratar e curar essa anomalia?”

Segundo o Centro Brasileiro de Estrabismo 99% das crianças diagnosticadas precocemente têm sucesso na correção do problema durante o tratamento.

Para a eficácia do tratamento é necessário avaliar a causa da anomalia em cada paciente.

Isso, porque como falei acima mamãe e papai, diversos fatores podem ocasionar o Estrabismo.

Portanto, vamos analisar os casos individualmente observando o seguinte:

  1. Se o estrabismo for causado devido a outras anomalias oftalmológicas (irei abordar mais à frente neste artigo), o tratamento será o uso de óculos;

  2. Dependendo do tipo de anomalia ocular, o tratamento consistirá em tampar um olho com uma proteção para que o outro olho que apresenta a disfunção em nível maior possa ser “forçado” a se desenvolver;

  3. Se a causa for devido à alteração muscular dos olhos, o tratamento será cirúrgico.

Outro tratamento que vem sendo utilizado diz respeito à toxina botulínica que evita que impulsos nervosos cheguem ao músculo ocular.

Com o propósito de paralisar o músculo extrínseco ocular, fazendo com que, consequentemente, os olhos se alinhem.

4 – Estrabismo: quais anomalias oculares estão associadas?

 O estrabismo também pode ser resultado de outros problemas oculares, como já adiantei neste artigo.

Por exemplo, hipermetropia e ambliopia. Anomalias que afetam a visão e podem contribuir para que seu bebê desenvolva o estrabismo.

Isso acontece em virtude de o globo ocular ser menor do que o normal.

Se o estrabismo estiver associado à hipermetropia, seu filho vai precisar usar óculos, o que, provavelmente, conseguirá resolver o problema.

Contudo, se o problema persistir mesmo com o uso de óculos, será avaliada a necessidade de uma cirurgia.

Mas, se o estrabismo do seu bebê estiver ligado ao fato dele ter, também, ambliopia, ele vai precisar ficar com um dos olhos tampado por um tempo.

A fim de que o cérebro se conecte com o olho que apresenta ser mais fraco, melhorando a visão.

Não ache exagerado ou desnecessário levar seu filho ou sua filha para uma consulta oftalmológica.

É fundamental que a criança tenha esse acompanhado o mais cedo para evitar problemas futuros.

Isso fará de você uma mãe e um pai bem informados e que priorizam a saúde do seu filho desde sempre.

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Dr. Rodolpho Navaro Filho

Dr. Rodolpho Navaro Filho

Dr. Rodolpho Navaro Filho é formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo em 1995, onde também fez sua residência (Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo). Especializado em Estrabismo pela Seção de Estrabismo do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo em 2001.

 

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