Ambliopia

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Hipermetropia infantil: como saber se seu filho tem esse problema

1 – Hipermetropia infantil: as crianças enxergam sem a nitidez necessária

A hipermetropia é uma condição patológica causada devido a um erro de refração e que afeta também crianças.

Erro de refração é quando os raios de luz não são focalizados corretamente pelo olho, causando falta de nitidez ocular.

Por isso, papai e mamãe, vocês precisam saber que seu filho pode estar tendo dificuldades na escola devido a um problema de visão.

Assim sendo, no artigo de hoje vamos falar sobre hipermetropia infantil e como você pode agir para saber se seu filho ou sua filha está com esse problema.

Mas, fiquem tranquilos! É uma anomalia que pode ser corrigida, apesar de não haver cura.

Antes de abordarmos mais a respeito da hipermetropia, gostaríamos de lembrar a vocês, pais, sobre:

Quanto mais seus filhos terem acompanhamento oftalmológico desde cedo, melhor para a prevenção e tratamento precoce de qualquer doença ocular.

Portanto, convidamos você pai e você mãe a seguir com a leitura desse artigo e para entender melhor do que se trata.

2 – Hipermetropia ocular: o que é, quais as causas e sintomas?

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Já adiantamos na introdução desse post o que é hipermetropia ocular. Mas, vamos ser mais específicos.

É quando as imagens recebidas pelos olhos se formam atrás da retina, ao invés de se formarem na retina.

Dessa maneira, essas imagens, por não serem formadas da maneira correta acabam sendo retratadas ao cérebro de forma errada.

Assim sendo, essas imagens ficam desfocadas e é dessa forma que seu filho ou sua filha pode estar enxergando.

E é justamente por isso que muitas crianças que estão em fase de alfabetização acabam tendo dificuldade na escola.

Prova disso é que cerca de 10 a 15% das crianças com idade escolar apresenta problemas de visão.

As duas principais causas da hipermetropia são:

  • Curvatura da córnea alterada – mais plana do que o normal;
  • Comprimento do olho inferior ao normal;

Muitas vezes, esses fatores para hipermetropia são hereditários.

Os principais sintomas dessa anomalia oftalmológica são: cansaço na visão, dores de cabeça frequentes.

Isso porque a pessoa com hipermetropia precisa fazer muito esforço para conseguir enxergar um pouco melhor.

Sintomas que acontecem com mais frequência no fim da tarde ou depois de um dia de trabalho ou até mesmo após uma leitura.

A hipermetropia possui três graus: ligeira (0 a 2 dioptrias), moderada (2 a 6 dioptrias) e alta (acima de 6 dioptrias).

3 – Hipermetropia em crianças, diagnóstico e tratamento

Em crianças é mais fácil perceber essa doença, pois em inúmeros casos ela vem acompanhada do estrabismo.

Os sintomas nas crianças são cansaço e irritação nos olhos, assim como lacrimejamento.

Porém, não há muita diferença entre a hipermetropia em crianças da de adultos.

Para que o diagnóstico seja realizado, é necessário que a criança passe por uma consulta com um oftalmologista pediátrico.

Vale salientar que é a partir dos 4 anos de idade que os problemas envolvendo a hipermetropia têm início.

O exame de refração é o principal realizado para diagnosticar a doença.

Após a consulta, o especialista irá indicar o melhor tratamento, uso de óculos ou de lentes de contato.

Apesar dos níveis dos graus, é na infância que o grau da hipermetropia sofre mais variações.

É a partir dos 18 anos já é possível realizar cirurgia conforme orientação e prescrição do oftalmologista.

Contudo, a cirurgia pode ser indicada para crianças que apresentem além da hipermetropia, estrabismo convergente.

E essa indicação acontece, pois se a criança não desenvolver o olho preguiçoso devido ao estrabismo, ela pode perder a visão desse olho.

Por isso, temos batido nessa tecla da importância das crianças receberem acompanhamento oftalmológico desde quando nascem.

4 – Como os pais podem identificar se seus filhos podem ter hipermetropia

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Papai e mamãe vocês podem observar se seu filho ou sua filha sofre de algum desconforto ocular que esteja ligado à hipermetropia.

Como eles precisam se esforçar além do normal para conseguir enxergar melhor, é possível que eles reclamem do que podem ser sintomas.

Normalmente, as crianças reclamam de dor de cabeça e cansaço nos olhos após fazer, por exemplo, uma leitura.

Porém, na maioria dos casos, como elas não sabem o que é enxergar normal acabam achando que está tudo bem.

Dessa maneira, os sintomas acabam sendo despercebidos e o tratamento acaba não acontecendo precocemente.

Entretanto, detectar o mais cedo possível a hipermetropia e outras doenças oculares evita que haja um comprometimento visual permanente.

Portanto, o diagnóstico precoce previne doenças permanentes como é o caso da ambliopia.

Assim sendo, pais e mães, observem seus filhos enquanto assistem TV, lêem, estudam ou se têm problemas de concentração.

Se perceberem eles fazendo muito esforço como apertar os olhinhos para enxergar melhor, não tardem em marcar uma consulta.

Pois assim, o oftalmologista poderá realizar todos os testes necessários e, diagnosticando a hipermetropia, então é só seguir com o tratamento.

 Quanto mais cedo nossas crianças forem tratadas, menor será seu sofrimento e menores as chances de causar outras anomalias.

Indicamos ainda a vocês papais e mamães a leitura do artigo Exames oftalmológicos necessários de 0 a 5 anos.

Se após a leitura desse texto você papai e você mamãe desconfiam que seu filho ou sua filha pode ter essa doença, entre em contato conosco.

Nós da Baby Eye Care Brasil estamos aqui para ajudar vocês nos cuidados com os olhinhos dos seus filhos.

Nossa equipe conta com especialistas prontos para atender vocês da melhor maneira e qual a maior qualidade.

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Ambliopia

Ambliopia: crianças até 6 anos de idade são afetadas com essa anomalia

1 – 2 a 3% de crianças até 2 anos, e 3 a 6% até 6 anos apresentam a Ambliopia

Ambliopia é a anomalia que faz com que uma pessoa enxergue melhor com um olho do que com outro. Conhecida como “olho preguiçoso” é desenvolvida quando o cérebro para de enviar informações para um dos olhos. E isso acontece devido a uma série de fatores que contribuem para que a visão de apenas um olho se desenvolva corretamente. Assim a visão do outro olho para de se desenvolver. As crianças com até 6 anos de idades são as mais acometidas por essa anomalia. Enquanto 2 a 3% das crianças com até 2 anos apresentam Ambliopia, esse percentual aumenta para de 3 a 6% em crianças com até 6 anos de idade. São registrados cerca de 150 mil casos por ano em virtude desta anomalia ocular. Portanto, quero alertar a você mamãe e a você papai que quanto mais precocemente esse problema é percebido, menores são as sequelas. Então, quero te convidar a continuar a leitura desse artigo. Aqui vou compartilhar com você informações sobre:
  • Ambliopia: definição e causas
  • Ambliopia: sintomas e tratamento

2 – Ambliopia: definição e causas

[caption id="attachment_708" align="aligncenter" width="300"]Ambliopia infantil Ambliopia infantil[/caption]  A Ambliopia é uma deficiência que apesar de causar problemas de visão está ligada ao cérebro humano. Afinal é desenvolvida quando o cérebro beneficia apenas um olho já que o outro olho não recebe estímulo adequado das vidas nervosas. Assim sendo, ela afeta diretamente a acuidade visual tornando-a reduzida. Em primeiro lugar, os olhos captam imagens e as convertem em estímulos elétricos. Posteriormente, os nervos óticos transmitem essas imagens. E no cérebro, na região voltada para a visão, essas imagens são processadas. Quando o olho e o cérebro não funcionam de forma harmônica e sincronizada, aí a Ambliopia é apresentada. Como citei no início deste artigo, vários fatores podem ocasionar a Ambliopia. A exemplo do estrabismo, anisometropia e ametropia. Em suma, a Ambliopia Estrábica é considerada a mais comum, por isso acomete com mais frequência as crianças. O estrabismo contribui significativamente para a ambliopia, pois com os olhos desalinhados gerando visão dupla o cérebro acaba ignorando a informação visual do olho mais fraco. Vale ressaltar que apesar da anomalia, o olho não desenvolvido corretamente é um olho saudável que precisa, apenas, ser estimulado. Na Anisometropia (tema do nosso próximo artigo) devido a problemas como astigmatismo, miopia ou hiperopia a ambliopia também pode ser desenvolvida. Isso porque essas deficiências oculares causam problemas na refração ocular, ou em outras palavras, problemas de focalização. E com isso contribui com o desenvolvimento da ambliopia.

3 - Ambliopia: sintomas 

[caption id="attachment_707" align="aligncenter" width="225"]Um olho se desenvolve mais do que outro Um olho se desenvolve mais do que o outro[/caption]  Apesar da diminuição da visão que é o principal sintoma, em se tratando de crianças fica mais complicado. Já que elas dificilmente relatam ou até mesmo percebem essa redução visual. Cabe, portanto, a você papai e mamãe seguir algumas dicas que irão facilitar na observação do problema na criança. Quando a causa for consequência do estrabismo, a observação acaba sendo mais fácil. Então, a primeira dica que quero te dar é essa: se você percebeu que seu filho ou sua filha apresenta um desvio no olhar, procure um oftalmologista. Pois como já falei uma anomalia pode levar a outra e quanto mais cedo for detectada, mais fácil é de corrigi-la. Porém, se não há desvio, então, entra aí a importância das crianças até 3 anos de idade serem acompanhadas por um especialista. Em suma, mamãe e papai, não achem que é exagero levar seu pequeno ou sua pequena a um oftalmologista.

4 - Ambliopia: tratamento

[caption id="attachment_709" align="aligncenter" width="300"]Tampar um dos olhos é um dos tratamentos Tampar um dos olhos é um dos tratamentos[/caption] Portanto para que o diagnóstico seja preciso é necessário que a criança seja avaliada e a causa da ambliopia definida. Entre os possíveis exames que seu filho pode fazer estão:
  • Exame com tampão (um olho é tapado para que o outro seja avaliado)
  • Teste alternado com e sem cobertura
  • Refração
  • Oftalmoscopia
  • Lâmpada de fenda
O tratamento envolve forçar o cérebro a utilizar as imagens captadas pelo olho afetado. No entanto isso pode ser conquistado apenas utilizando mecanismos para corrigir o foco visual (refração), a exemplo do uso de óculos. O grande X da questão que quero reforçar com você, papai e com você, mamãe, é que não há motivo para se desesperar. Todas essas informações que estou compartilhando com você é para que seu filho receba o acompanhamento correto o mais rápido possível. Dessa forma poderemos corrigir qualquer anormalidade em tempo hábil.   Gostou das dicas e das informações que foram dadas ao longo desse conteúdo? Quer ficar por dentro de outros artigos? Como esse, eles vão lhe auxiliar nos primeiros meses e anos da vida do seu filho! Aproveite e se inscreva para receber a nossa Newsletter! Curta, compartilhe e comente esse artigo. Nós, da Baby Eye Care Brasil, apoiamos o movimento a favor da saúde ocular dos bebês e acreditamos que o diagnóstico precoce é o único caminho para uma saúde oftalmológica completa. Gostaria de ter a chance de tratar o seu filho a tempo ou ao menos oferecer-lhe maior conforto? Contate-nos para mais informações: (11) 3171-3123 ou contato@babyeyecarebrasil.com.br. [caption id="attachment_705" align="aligncenter" width="300"]Dr. Rodolpho Navaro Filho Dr. Rodolpho Navaro Filho[/caption] Dr. Rodolpho Navaro Filho é formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo em 1995, onde também fez sua residência (Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo). Especializado em Estrabismo pela Seção de Estrabismo do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo em 2001.  
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